segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Roxo - Cor Rara - Purple - Rare Color


Imperador - A4 - Aquarela - 2011

          Houve um tempo na história da humanidade em que o mundo não era tão colorido. Ele não era preto e branco como se costuma brincar em rodas de conversa fazendo alusão a idade dos amigos mais antigos, mas também não tinha a diversidade de cores que vemos ao zapear a tv ou quando vamos em alguma loja comprar roupas. O que se tinha era o que a natureza oferecia. Lã e pele dos animais. Flores cozidas, mas tais cores desbotavam em contato com o sol e devido as lavagens. As cores vivas como azul, vermelho e roxo eram adquiridas através de complexos processos de extração e depois de aplicação aos tecidos disponíveis.
          Na pintura acima vemos o imperador com seu manto. A cor roxa era muito cara e era reservada apenas para a realeza, como o imperador do império romano. Filmes como Benhur, de onde tirei esta imagem e Quo Vadis mostram os imperadores carregando seus majestosos mantos roxos. Tal cor tinha o nome de Roxo Tyriano, por que vinha do porto de Tyre, uma província da antiga Fenícia, atualmene neste território se encontra o Líbano, a Síria, a Palestina e Israel. Mas como se obta tal cor?
            Essa cor vinha de um lesma marinha. Isso mesmo! Era necessário 12 mil lesminhas para se conseguir 1.4 gramas de pigmento puro. (GURNEY, Color and Light, 2010, pg. 90) . Felizmente hoje a situação é outra e graças aos avanços tecnológicos da química e dos meios de produção da revolução industrial. Não precisa ser rico para ter roupas coloridas, só para ter roupas de grife! :)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Coração dos Andes - Heart at the Andes


Heart at the Andes - 168 x 302.9cm - óleo sobre tela - 1859

          Ocorreu há pouco tempo no MET (Metropolitan Museum of Art) uma mostra com um  trabalho de Frederic Edwin Church. A tela intitula-se Coração dos Andes. O cara foi uma figura importante no movimento Hudson River School (Escola do Rio Hudson). Elogiar o trabalho seria redundante. É necessário muito conhecimento técnico e sensibilidade para pintar uma paisagem com essa complexidade e tamanho (168x302,9cm). Segundo o próprio texto do site do MET: "Esta pintura foi inspirada na segunda viagem de Church a América do Sul na primavera de 1857. Em suas nove semanas de viagem ele esboçou prolificamente...Muitas aquarelas remanescentes e desenhos contém elementos achados neste trabalho...A pintura foi exposta em 27 de abril de 1859".
         Temos um problema aqui...esta imagem não existe, ela é o resultado de uma complexa composição baseada em desenhos e estudos de cores de diversos locais, como diz a matéria que inspirou este tópico no site Lines and Colors de autoria de Charley Parker  . Talvez a palavra impressionante fosse um elogio adequado, apesar de não ser o melhor, para este tipo de trabalho.
           Mas o mais legal disso tudo é que o site disponibiliza a imagem em alta resolução para apreciarmos o trabalho do cara. Clique na palavra fullscreen para vê-la em tela cheia e depois que abrir a nova tela na seta voltada para baixo no canto a direita! Dão um ótimo papel de parede e serve de inspiração para os apaixonados por belas obras de arte. Logo abaixo em Relatad Posts na guia Artworks tem mais dois exemplos do trabalho do cara. O Mar Egeu e o Partenon. Vale a pena dar uma clicada nas imagens!
          PS: Quando é que o MARGS vai colocar as imagens em alta resolução em seu site para agradar e atrair visitantes???
          

domingo, 4 de dezembro de 2011

La Loba


 La Loba - A3 - Aquarela - 2011

           O texto do livro Mulheres que correm com os lobos lido pela Professora Ana não me trouxe grandes insights, mas consegui formar uma pré-visualização da descrição de La Loba, a mulher errante que sabe-se lá por que coleciona ossos e madeira. Talvez pelo mesmo motivo que eu pinte e goste de blogar!
              A primeira imagem que formei  trás ela carregando uma bolsa onde leva os objetos que ela cata em suas caminhadas. Gostaria de agregar o ar  de nativa americana que foi descrito no texto e nesse primeiro esboço não aparece. No trabalho finalizado no começo deste tópico aparece ela com as mangas de seu sobretudo dobradas, dando a impressão que ganhou usada na campanha do agasalho. Os ossos no cinto também tem essa função de enfeite e objetos ritualísticos da cultura indígena estadunidense. Acredito que o rosto com ossos largos e cheio de rugas ajudam a dar a impressão da raiz indígena da personagem.


          Abaixo dois detalhes com informações de cores e detalhes do rosto, feito com pincel e bico de pena.




sábado, 26 de novembro de 2011

Dando Forma - Shaping Out


Gabriela - A1 - Grafite - 2010

          Como prometido segue um tópico especial sobre a estruturação do desenho. Nossa querida modelo  mais uma vez cedeu seu precioso tempo e disposição em nome da arte. Como essas poses eram longas justamente para estrutur´-lo e dar um certo acabamento, a sessão rendeu bastante. Ao clicar na imagem acima poderá perceber várias linhas de construção, quase como um esqueleto, como no tópico anterior. Feito bem fraquinho com lápis. Lembrando que neste momento de esboçar é permitido errar a vontade a estrutura geral, pois é errando que se aprende! Vemos a cluna, o cotovelo, uma linha no meio da perna estendida e a marca do quadril. Depois disso veio o detalhes. Dedos de sua mão direita e sombra.
                    Logo abaixo dá para ver o esqueleto a esquerda. Perceba que é aquela história da figura palito. Nos desenhos da parte superior da folha vemos o esqueleto a esquerda, e vejam que coisa mais impressionante: consigo desenhar todo o braço que não consigo ver na figura finalizada. No desenho da direita não dá pra ver o esquelto palito, isso por que passei do estágio 1 - desenho palito, para o estágio 2 - blocagem, que seria estruturar a partir de blocos. Aquela velha história de cilindro para as pernas, cubo para o tronco e esse tipo de coisa, exatamente como o manequim de madeira. No estágio 3 seria o momento de finalização do desenho (sem ainda colocar luz e sombra, por favor, sei que é uma tentação dos infernos, mas ainda não é a hora.). Essa hora de dar a forma final a linha. Depois que o desenho estiver pronto, aí sim é a hora do acabamento, que são as luzes e sombras. O rosto está na sombra, mas faltou botar a sombra na parte de trás do corpo. No desenho da parte inferior o mesmo exercício.



          E de novo e de novo! Claro que estas não são poses de 40 horas, por isso a Gabriela tem hora que parece que tem 1,80 de altura e outras que parece mais baixa com seus 1,60 acho. Como não sabiamos quanto  tempo duraria a pose não tinhamos como ficar medindo. Mas não é desculpa, era preciso ficar atento e estruturar corretamente.


          Neste desenho que gostei tanto ela ficou cabeçuda e não deu tempo para um sombreado sugerido.


          Vejam vocês o que precisa fazer um modelo em nome da arte. Duvido tu ficar meia hora nesta posição ingrata! Lembro dela falar que os braços ficavam tremendo e a gente sempre incomodando para ela elevar a perna.
   

           Ufa...depois de um árduo dia de poses, um repouso merecido!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Era uma vez No Oeste - Once Upon a Time in the West


Era uma Vez no Oeste - A4 - Aquarela - 2011

        Cráçico do cinema internacional!! Imagine-se na situação de ficar sustentando seu irmão com uma corda no pescoço com seu corpo franzino de adolescente. Com essa premissa pra lá de cafona,  Sérgio Leone, Ennio Morriconi , Charles Bronson, Henry Fonda e grande elenco transformaram este filme num clássico. A melhor parte do filme são os 10 minutos iniciais.
          Nada mais a declarar!