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domingo, 29 de novembro de 2009

Retrato I - Portrait I


Lucas - Óleo - 21x26,5cm - 2006

          Como falei de auto retrato agora vou comentar um pouco sobre retratos.
          Não é fácil pintar um retrato. A primeira coisa que qualquer pessoa busca num retrato é similaridade com a pessoa retratada. Notadamente isso por si só já é uma tarefa complicada para qualquer artista, pois é necessário lidar com os problemas advindos da anatomia, proporções, tons, cores, pinceladas, mídia, formato e suporte. Com todos esses problemas a similaridade é o pré-requisito mínimo para um retrato, que não obstante, ainda vai transmitir as qualidades do retratado e do artista, através da sua técnica e habilidade.
          Aqui um exemplo de um retrato baseado numa foto, a mídia escolhida foi tinta óleo (ao contrário da postagem anterior, onde foi utilizado aquarela), as pinceladas foram feitas de um modo pouco ortodoxo.
          Grandes artistas retratistas incluem desde Leonardo da Vinci, Jean Auguste Dominique Ingres, John Singer Sargent até nossos contemporâneos Nelves, Jeffrey Watts, Jeremy Lipking e tantos outros.

domingo, 8 de novembro de 2009

Autorretrato - Self Portrait


Autorretrato - Aquarela - A5 - 2006

          A imagem que ilustra meu perfil não está num tamanho decente. Não sei por que todas as imagens de perfil de blogues não aparecem num tamanho decente como os de suas postagens.
Resolvi então postar esse auto retrato que fiz há algum tempo para que pudesse ser visto como eu gostaria que fosse visto quando clico numa imagem de um blogue qualquer.
          Auto retrato é um excelente exercício de conhecimento da anatomia humana e cor. Nem sempre é possível ter um modelo disponível ou ir em algum lugar que disponibiliza modelo vivo para estudá-los, portanto uma boa saída é usar a si mesmo como modelo. Esse não foi o primeiro auto retrato que fiz e certamente não será o último.
          Lembro de ter visto um blogue de um artista onde ele postou alguns auto retratos e diz que voltou a desenhar seu modelo favorito. O único pré-requisito é ter um espelho para poder se retratar. Mesmo que seja um espelho de mesa. Lembro de um auto retrato de Francis Pelichek em que ele se retrata num espelho de mesa. Clique em imagens de Francis Pelichek para vê-lo. Tenho um pequeno espelho que comprei no um e noventa e nove que é bastante útil, embora o use muito pouco. Esse retrato foi feito no espelho da porta interna do guarda roupa, mas também pode ser usado qualquer espelho da casa. Um outro retrato onde podemos ver o uso de espelho para se retratar é o clássico Autorretrato Triplo de Norman Rockwell. Até mesmo o Narciso do Caravaggio foi feito com auxílio de um espelho.
          Esse auto retrato mistura um pouco de desenho de observação e um pouco do classicismo acadêmico...não que eu não seja bonito, mas acredito que a Dona Daisy seja de fato muito corajosa, enfim...
           Autorretratos são uma bela tradição e o preço que o modelo cobra é bastante justo.
           Prazer em conhecê-los! :)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Benedetto

          Alguém já ouviu falar de um artista chamado Benedetto?
         Creio que pouca gente ouviu falar nele, mas muita gente já ouviu falar em Tony Bennett. O artista começa hoje uma turnê pelo Brasil.
          Ao navegar no site do artista Everett Raymond Kinstler e ler o comentário da página inicial, onde Tony compara ERK ao Sargent, percebi que Tony conhecia sobre (boa) arte. Ao esmiuçar o site de ERK também descobri que Tony era pupilo de ERK e um "pintor dedicado" e aficionado por museus.
          Muito legal ver que alguém ocupado com uma carreira de sucesso encontra tempo para se dedicar a o prazer da pintura.
          Uma grande inspiração para todos os amantes das tintas. Quem sabe não teremos cidades brasileiras pintadas da janela de seu quarto de hotel em breve no site dele?
           Parabéns Benedetto!


Imagem Tony Bennett © Copyright Tony Bennett e Benedetto Arts.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

LoTech e HiTech



Triatleta - Aquarela/Nanquim - A4 - 2003

          Há muitos anos num quase suposto trabalho que acabou não se realizando, acabei por concluir uma idéia que seria um personagem para um evento de triatlon. A ideia era fazer um personagem simpático com apelo para todas as faixas etárias. Um estudo preliminar tinha o persongem encostado em sua bicicleta.
          Foi feito em papel sulfite a4 com aquarela, nanquim e pincel.
         Muitos anos depois, alguns anos atrás, resolvi modernizar essa ilustração. Agora o triatleta se modernizou e recebeu um tratamento digital. Vetorial. Certamente levou mais tempo para finalizar do que aquarela, contudo o resultado ficou mais apresentável. Quiçá profissional.
         A vantagem inerente ao programa vetorial é sua habilidade de redimensionar o trabalho a virtualmente qualquer tamanho possível e imaginável (ou inimaginável), além claro de se poder errar a vontade, fazer e refazer, como qualquer programa bitmap ou vetorial. Nesse sentido a alta tecnologia veio auxiliar a quem produz imagens a obter um resultado melhor de forma mais confortável, inclusive permitindo uma redução no tempo de produção. Esse quesito inclusive considero controverso, visto que qualquer trabalho feito de forma digital pode levar tanto tempo quando o artista necessite para representá-lo em sua forma plena, ou seja, finalizado. Alguns artistas inclusive aliam arte digital e tradicional, como é o caso de Jeremy Sutton, ou artistas que tem uma formação bastante acadêmica e usam tanto tinta quando bits para representar suas ideias, como é o caso do Don Seegmiller.
          No caso da baixa tecnologia o artista tem (ou tinha, já que são poucos os ilustradores que ainda trabalham com tinta de verdade) que ter bastante conhecimento para conseguir obter seu resultado, visto que não teria tempo suficiente para refazer, esperar tinta secar, misturar. Todo o tempo de produção precisa ser otimizado, isso quando não acaba a tinta branca no fim de semana e bate o pânico.
          Ainda assim existem excelentes artistas digitais e tradicionais e o mercado parece assimilar bem ambas formas de arte. Uma visita ao site Abipro ou SIB apenas vai confirmar o que escrevi aqui.


Triatleta - Digital - A4 - 2007

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Baby Rex


B-Rex - Digital - 15,3x10,6cm - 2006

          Há algumas postagens um dinossauro passou por aqui.
         Como visto na série de filmes Jurassic Park, o vilão derradeiro, uma das ameaças para a atual raça dominante no planeta.
          Eis que novamente um dinossauro, dessa vez numa versão amigável, volta a ser tema para uma postagem. Esse foi feito no período jurássico do século 20.